Módulo 7 · Sistemas de Informação · Semana 7 · Aula 7

Governança corporativa e de dados

Material de leitura sobre princípios e estruturas de governança corporativa, governança de dados, arquitetura corporativa como instrumento de mapeamento dos sistemas e dos dados da organização, e modelagem relacional como meio de impor as regras de governança no sistema de gestão.

Sobre este encontro

Governança corporativa e de dados · 16/09/2026 · Prof. Afonso

Objetivo de aprendizagem

Ao final do encontro, o estudante deve ser capaz de relacionar os princípios de governança corporativa à governança dos dados do projeto do parceiro, representar em recorte de arquitetura corporativa o processo, as aplicações e as entidades de dados com sua fonte autorizada, e elaborar o modelo relacional normalizado dessas entidades, com restrições de integridade e responsáveis designados que sustentem os critérios de aceite da carga de dados do cutover.

Estratégia do encontro

Exposição dialogada em quatro blocos (governança corporativa, governança de dados, arquitetura corporativa e modelo relacional), cada um encerrado com a retomada de uma situação-problema de cadastro de cliente triplicado na carga de dados; e atividade em grupo sobre um processo do parceiro, que produz o recorte da arquitetura, o modelo relacional e a matriz de governança dos dados, submetidos a verificação cruzada por outro grupo.

Estrutura do encontro

  1. Daily: estado da estratégia de cutover e dos testes integrados, atividade prevista e impedimentos — 15 min
  2. Abertura: situação-problema do cadastro de cliente triplicado sem responsável designado — 6 min
  3. Governança corporativa: definição, problema de agência, agentes e princípios do IBGC — 10 min
  4. Governança de dados: governança e gestão, classes de dados, papéis e dimensões de qualidade — 10 min
  5. Arquitetura corporativa: domínios, método TOGAF e recorte em camadas com fonte autorizada — 14 min
  6. Modelo relacional: mapeamento do modelo ER, restrições de integridade e normalização — 15 min
  7. Atividade em grupo: recorte da arquitetura, modelo relacional, matriz de governança e verificação cruzada — 42 min
  8. Fechamento: síntese das seis proposições e encaminhamento para a Aula 8 — 8 min

1. Como ler este material

A Aula 6 tratou de quem participa das decisões do projeto e com que legitimidade. Este encontro trata da estrutura que torna essas decisões verificáveis: os princípios e controles pelos quais a organização é dirigida, a atribuição de responsabilidade sobre os dados que sustentam cada decisão e o mapa que relaciona processos, sistemas e dados.

O material percorre quatro assuntos em sequência. A governança corporativa estabelece por que a organização precisa prestar contas de suas decisões. A governança de dados estabelece quem responde por cada dado e como sua qualidade é medida. A arquitetura corporativa, ferramenta central do profissional de Sistemas de Informação nesse contexto, mapeia todos os sistemas corporativos e seus dados. O modelo relacional, por fim, é o nível da arquitetura de dados em que as regras de governança passam a ser impostas pelo próprio banco de dados.

A leitura precede o encontro. A atividade da segunda metade exige que o grupo desenhe o recorte da arquitetura de um processo do parceiro, elabore o modelo relacional das entidades envolvidas e atribua responsáveis a cada uma. Os três artefatos alimentam o plano de cutover e os testes integrados da Sprint 4.

Situação-problema do encontro

Cliente com três cadastros e sem responsável designado. Na preparação da carga de dados mestres para a virada do sistema de gestão, a equipe consolida os clientes a partir de três origens: a planilha da área comercial, a planilha do financeiro e a base do sistema legado de faturamento. Um mesmo CNPJ aparece com três códigos, duas razões sociais e limites de crédito de R$ 50 mil, R$ 120 mil e R$ 200 mil. No legado, o CNPJ não é campo único. Nenhum documento indica qual origem é a fonte autorizada do cadastro, e nenhuma pessoa responde pelo limite de crédito. A equipe escolhe o maior valor para não bloquear pedidos. Dois meses após a virada, a auditoria interna questiona um faturamento acima da exposição aprovada pela diretoria financeira.

O caso contém quatro ausências, uma para cada assunto do encontro: a alçada de crédito sem titular declarado, o cadastro sem dono nem regra de qualidade, a falta de mapa com o sistema de registro do cliente e um esquema de dados que não impedia a duplicidade. Cada bloco do material retoma uma delas.

2. Governança corporativa

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa define governança corporativa como o sistema formado por princípios, regras, estruturas e processos pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, com vistas à geração de valor sustentável para a organização, para seus sócios e para a sociedade em geral. Em formulação mais ampla, trata-se do conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada, abrangendo as relações internas à firma e seu ambiente institucional.

O problema de agência

A necessidade de governança decorre da separação entre propriedade e controle. Quem detém o capital, o principal, delega a gestão a administradores, os agentes, cujos interesses não coincidem necessariamente com os seus. Jensen e Meckling descreveram essa relação como problema de agência: o agente dispõe de mais informação que o principal e pode tomar decisões em benefício próprio. Os mecanismos de governança reduzem essa assimetria por meio de estruturas de supervisão, de regras de decisão e de registro verificável do que foi decidido e executado.

A relação de agência se reproduz no interior da organização. A diretoria delega a gerentes, que delegam a analistas, e cada delegação cria nova assimetria de informação. O sistema de gestão é um dos principais instrumentos para reduzi-la, porque registra quem executou cada operação, quando e com que valor.

Retomada do caso

A diretoria financeira, na posição de principal, aprovou uma exposição de crédito. A equipe de carga, na posição de agente, decidiu outra, sem mandato para isso e sem registro da escolha. A auditoria só detectou a divergência porque a aprovação original estava documentada fora do sistema.

3. Princípios de governança

O Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, em sua 6ª edição, organiza a governança em cinco princípios. Cada um se verifica, no sistema de gestão, por um conjunto de controles.

PrincípioEnunciadoManifestação no sistema de gestãoControle que o verifica
IntegridadeConduta coerente com a ética e com os valores declarados, com repúdio a práticas ilícitas.Regra parametrizada igual à política aprovada, sem contorno por fora do sistema.Procedimento de aprovação vinculado à alçada formal.
TransparênciaDisponibilização às partes interessadas das informações de seu interesse, além das exigidas por lei.Relatórios gerados a partir de dado único e rastreável.Fonte autorizada declarada para cada dado publicado.
EquidadeTratamento justo e isonômico de sócios e demais partes interessadas.Mesma regra de crédito, preço e prazo para clientes nas mesmas condições.Condições comerciais por grupo, e não por negociação avulsa.
ResponsabilizaçãoPrestação de contas clara, compreensível e tempestiva, com assunção das consequências dos atos e omissões.Registro de quem alterou cada campo crítico, quando e qual era o valor anterior.Trilha de auditoria e perfil de autorização por usuário.
SustentabilidadeZelo pela viabilidade econômico-financeira e redução das externalidades negativas.Dados de fornecedor e de produto suficientes para relatar impacto e conformidade.Campos obrigatórios de conformidade no cadastro.

A 5ª edição do código apresentava quatro princípios: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. A edição vigente acrescenta a integridade e desdobra a responsabilidade corporativa em sustentabilidade. A literatura e parte dos autoestudos ainda empregam a formulação anterior, e as duas se correspondem.

Princípio e controle

Um princípio de governança que não se traduz em controle não admite verificação. A integridade de uma regra de crédito verifica-se pelo procedimento de aprovação que impede o faturamento acima do limite; a responsabilização verifica-se pela trilha que registra quem alterou o limite. Nesse ponto, a governança corporativa passa a depender da qualidade e da governança dos dados.

4. Governança e desenvolvimento sustentável

A governança corporativa constitui um dos instrumentos determinantes do desenvolvimento sustentável em suas três dimensões. A organização que não registra nem supervisiona suas decisões não consegue demonstrar desempenho em nenhuma delas.

Econômica

Viabilidade financeira, alocação do capital e controle da exposição a risco. No caso, o limite de crédito é decisão econômica cuja violação gera perda potencial.

Ambiental

Efeito das operações sobre recursos, emissões e descarte. Depende de dados de produto, fornecedor e movimentação que o sistema de gestão registra.

Social

Efeito sobre empregados, clientes, fornecedores e comunidade, inclusive o tratamento dos dados pessoais dessas pessoas.

A agenda conhecida pela sigla ESG (ambiental, social e governança) inclui a governança como dimensão própria, porque torna as outras duas mensuráveis e auditáveis. Relatórios de sustentabilidade dependem de dados com a mesma qualidade exigida dos demonstrativos financeiros: origem conhecida, responsável designado e regra de cálculo declarada.

5. Agentes e controles internos

O sistema de governança distribui papéis entre agentes com funções complementares. A separação entre quem decide, quem executa e quem verifica é o fundamento de toda estrutura de controle.

AgenteFunçãoRelação com o sistema de gestão
Sócios e assembleiaElegem o conselho e aprovam contas e decisões estruturais.Recebem demonstrações cuja origem está nos registros do sistema.
Conselho de administraçãoDefine a estratégia, elege e supervisiona a diretoria.Aprova políticas, como a de crédito, que o sistema deve materializar.
Diretoria executivaExecuta a estratégia e responde pelos controles internos.Designa donos de processo e de dado e aprova alçadas.
Auditoria internaAvalia de forma independente a eficácia dos controles.Examina trilhas, perfis de acesso e aderência da parametrização à política.
Auditoria independente e conselho fiscalOpinam sobre as demonstrações e fiscalizam os administradores.Testam por amostragem a confiabilidade dos registros.

Controle interno e modelo de três linhas

O COSO define controle interno como processo conduzido pela administração para fornecer segurança razoável quanto ao alcance dos objetivos de operação, divulgação e conformidade, e o organiza em cinco componentes: ambiente de controle, avaliação de riscos, atividades de controle, informação e comunicação, e atividades de monitoramento. O componente de informação e comunicação depende diretamente da qualidade dos dados.

O modelo de três linhas do Instituto dos Auditores Internos (IIA, 2020) distribui a responsabilidade pelo controle. A primeira linha é a gestão que opera os processos e os controles do dia a dia. A segunda linha apoia e monitora risco, conformidade e qualidade, e é nela que se situam, com frequência, as funções de governança de dados. A terceira linha é a auditoria interna, que avalia as duas primeiras com independência e se reporta ao órgão de governança.

Segregação de funções

A mesma pessoa não deve cadastrar o cliente, aprovar seu limite de crédito e registrar a venda. O sistema de gestão implementa a segregação por perfis de autorização, e a matriz de conflitos de acesso verifica se algum usuário acumula funções incompatíveis.

Controle preventivo e detectivo

O controle preventivo impede o erro na origem, como o bloqueio do pedido acima do limite. O controle detectivo identifica o erro depois, como o relatório de exceções revisado semanalmente. A governança prefere o preventivo e mantém o detectivo como segunda barreira.

6. Governança de TI

A governança de TI é a parte da governança corporativa que dirige e controla o uso atual e futuro da tecnologia da informação. A norma ISO/IEC 38500 atribui ao órgão de governança três tarefas, avaliar, dirigir e monitorar, e seis princípios: responsabilidade, estratégia, aquisição, desempenho, conformidade e comportamento humano.

O COBIT 2019, da ISACA, distingue governança de gestão. A governança avalia necessidades, estabelece direção e monitora desempenho, e cabe ao conselho. A gestão planeja, constrói, executa e monitora atividades alinhadas à direção estabelecida, e cabe à diretoria. O modelo organiza quarenta objetivos em cinco domínios.

Domínio do COBIT 2019NaturezaObjetivos relacionados a este encontro
EDM — Avaliar, Dirigir e MonitorarGovernançaGarantia de benefícios, otimização de riscos e engajamento das partes interessadas.
APO — Alinhar, Planejar e OrganizarGestãoArquitetura corporativa gerenciada (APO03) e dados gerenciados (APO14).
BAI — Construir, Adquirir e ImplementarGestãoMudança organizacional, aceite e transição de TI, e gestão da configuração.
DSS — Entregar, Servir e SuportarGestãoOperações, serviços de segurança e controles de processo de negócio.
MEA — Monitorar, Avaliar e AnalisarGestãoDesempenho, sistema de controle interno e conformidade com requisitos externos.

A presença da arquitetura corporativa e dos dados como objetivos próprios do domínio APO indica o lugar que ambos ocupam na governança de TI: são instrumentos de alinhamento e planejamento, anteriores à construção e à operação dos sistemas.

7. Governança de dados

O DAMA-DMBOK define governança de dados como o exercício de autoridade, controle e tomada de decisão compartilhada, compreendendo planejamento, monitoramento e aplicação, sobre a gestão dos ativos de dados. A governança de dados define as funções, responsabilidades e processos que garantem que os dados sejam confiáveis e utilizáveis por toda a organização, com pessoas identificadas e posicionadas como responsáveis por prevenir e corrigir problemas com os dados.

Governança de dados

Decide sobre o dado: quem responde por ele, que política e que padrão se aplicam, que regra de qualidade vale e como se resolve a disputa entre áreas. O DAMA-DMBOK compara essa função à do legislador e à do auditor.

Gestão de dados

Executa sobre o dado conforme o que foi decidido: modela, cadastra, integra, carrega, protege, corrige e arquiva. É exercida por quem opera processos e sistemas.

O DAMA-DMBOK organiza a gestão de dados em onze áreas de conhecimento: a governança de dados, ao centro, e dez áreas dispostas em torno dela — arquitetura de dados, modelagem e projeto de dados, armazenamento e operações, segurança, integração e interoperabilidade, gestão de documentos e conteúdo, dados mestres e de referência, data warehousing e business intelligence, metadados e qualidade de dados. A disposição expressa que nenhuma dessas áreas se sustenta sem decisão prévia sobre responsabilidade.

Instrumentos da governança de dados

InstrumentoConteúdoExemplo aplicado ao cadastro de clientes
PolíticaDiretriz aprovada pela direção, de cumprimento obrigatório.Todo cliente ativo possui limite de crédito aprovado pela diretoria financeira.
PadrãoRegra detalhada que operacionaliza a política.CNPJ armazenado em catorze posições, sem máscara: doze alfanuméricas (raiz e ordem), conforme o formato adotado a partir de julho de 2026 pela IN RFB nº 2.229/2024, e dois dígitos verificadores numéricos validados.
Glossário de negócioDefinição única de cada termo, com responsável."Cliente ativo" é o cliente com ao menos uma nota fiscal emitida nos últimos doze meses.
Catálogo de dadosInventário de onde cada dado está, sua origem e seu uso.O limite de crédito reside no cadastro de clientes do sistema de gestão e é lido pelos módulos de vendas e financeiro.
Indicador de qualidadeMedida periódica da aderência às regras.Percentual de clientes ativos com revisão de crédito vencida.

8. Classes de dados e fonte autorizada

Os dados de um sistema de gestão pertencem a classes com exigências de governança distintas. A distinção determina onde concentrar o esforço de controle.

ClasseCaracterísticaExemplosExigência de governança
Dado mestreEntidade de negócio estável e compartilhada por vários processos.Parceiro de negócios, item, conta contábil, centro de custo.Dono designado, fonte autorizada única, aprovação de alteração.
Dado transacionalRegistro de evento de negócio, com data e valor, que referencia dados mestres.Pedido de venda, nota fiscal, lançamento contábil, movimento de estoque.Integridade referencial, imutabilidade após fechamento, trilha de auditoria.
Dado de referênciaDomínio de valores admitidos, frequentemente definido por entidade externa.Unidade federativa, NCM, CFOP, moeda, condição de pagamento.Lista controlada, versão vigente e origem declarada.
MetadadoDado que descreve outro dado.Definição de campo, tipo, origem, responsável, data de carga.Glossário e catálogo atualizados.

Fonte autorizada e registro de referência

Entende-se por fonte autorizada, ou sistema de registro, o sistema cujo valor prevalece quando o mesmo dado existe em mais de um lugar. A gestão de dados mestres consolida as versões de uma entidade em um registro de referência, que reúne o valor de maior confiança de cada atributo a partir de regras de sobrevivência declaradas.

Atributo do clienteOrigem que prevaleceRegra de sobrevivênciaQuem aprova a divergência
CNPJ e razão socialCadastro da Receita FederalValor oficial substitui os demais.Curador do cadastro
Endereço de entregaPlanilha comercialRegistro de atualização mais recente.Curador do cadastro
Limite de créditoAta do comitê de créditoSomente valor aprovado formalmente; nunca o maior nem o mais recente.Dono do dado: diretoria financeira
Condição de pagamentoPlanilha do financeiroValor associado ao limite aprovado.Dono do dado: diretoria financeira
Retomada do caso

A equipe aplicou ao limite de crédito a regra do maior valor, adequada talvez a um atributo operacional, e inadequada a um atributo que expressa decisão de risco. Faltou a regra de sobrevivência por atributo, declarada e aprovada pelo dono do dado.

9. Papéis e responsabilidades sobre os dados

A governança de dados só produz efeito quando cada responsabilidade tem titular nomeado. Os papéis a seguir são os de uso mais difundido, e suas denominações variam entre organizações.

Dono do dado

Gestor da área de negócio que responde pelo dado perante a organização. Aprova definição, regra de qualidade, regra de sobrevivência e concessão de acesso. Não opera o dado no dia a dia.

Curador do dado

Especialista da área de negócio, também chamado data steward. Redige a regra de qualidade, monitora o indicador, trata a não conformidade e mantém a definição do glossário.

Custodiante do dado

Equipe de tecnologia que guarda e protege o dado: administra banco, cópia de segurança, acesso técnico e execução da carga, conforme o decidido pelo dono.

Conselho de governança de dados

Instância que aprova políticas, prioriza iniciativas e arbitra o conflito quando duas áreas reivindicam o mesmo dado ou discordam de sua definição.

Matriz de responsabilidades sobre o dado

Atividade sobre o cadastro de clientesExecutaAprovaConsultaInforma
Definir a regra de qualidade do limite de créditoCuradorDono do dadoAuditoria internaÁrea comercial
Criar ou alterar cliente no sistemaAnalista de cadastroCuradorÁrea comercialFinanceiro
Alterar limite de créditoAnalista de créditoDono do dadoCuradorÁrea comercial
Executar a carga de clientes na viradaCustodianteDono do dadoCuradorComitê do projeto
Critério de suficiência

A atribuição de papéis é suficiente quando, diante de um valor incorreto, é possível nomear em minutos quem deveria tê-lo impedido, quem deve corrigi-lo e quem aprova a correção. No caso deste encontro, nenhuma das três perguntas tinha resposta.

10. Qualidade de dados: dimensões e regras mensuráveis

Qualidade de dados é o grau em que os dados atendem ao uso pretendido. A afirmação genérica de que um dado é de boa qualidade não admite verificação; as dimensões a seguir decompõem a qualidade em propriedades mensuráveis, cada uma expressa por regra com limiar.

DimensãoPerguntaRegra mensurávelMeio de verificação
UnicidadeCada entidade é registrada uma única vez?Zero CNPJ repetido entre clientes ativos.Restrição de unicidade e consulta de agrupamento.
CompletudeOs atributos obrigatórios estão preenchidos?100% dos clientes ativos com limite de crédito e condição de pagamento.Restrição de não nulidade e contagem de ausentes.
ValidadeO valor respeita domínio, formato e faixa?CNPJ com dígitos verificadores válidos no cálculo alfanumérico; limite maior ou igual a zero.Restrição de verificação e rotina de validação.
ExatidãoO valor corresponde à realidade ou à fonte autorizada?Limite igual ao da ata de crédito em amostra de 30 clientes.Conferência por amostragem pelo curador.
ConsistênciaO valor coincide entre registros e sistemas?Razão social idêntica no sistema de gestão e na Receita Federal.Comparação periódica entre fontes.
AtualidadeO valor está vigente para o uso?Limite revisado nos últimos doze meses para 95% dos clientes ativos.Indicador sobre a data de revisão.

As três primeiras dimensões admitem imposição pelo esquema do banco de dados, tratada na seção de restrições de integridade. As três últimas dependem de processo e de pessoa: nenhuma restrição técnica verifica se o limite registrado corresponde ao limite aprovado, nem se a razão social coincide com a registrada na Receita Federal. A integridade referencial, que impede a referência a registro inexistente dentro do mesmo banco de dados, é garantida por restrição de chave estrangeira; a consistência entre bases distintas exige comparação periódica conduzida pelo curador. Essa divisão explica por que a governança de dados exige, em conjunto, modelagem e atribuição de responsabilidade.

11. Dados pessoais e LGPD

A Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, disciplina o tratamento de dados relativos a pessoa natural identificada ou identificável. Em um sistema de gestão, dados pessoais aparecem no cadastro de clientes pessoa física, nos contatos de clientes e fornecedores, nos usuários do sistema e nos dados de empregados.

Papel na LGPDDefiniçãoNa implantação do sistema de gestão
TitularPessoa natural a quem os dados se referem.Cliente pessoa física, contato comercial, empregado.
ControladorQuem toma as decisões sobre o tratamento.A organização cliente do parceiro, que define finalidade e uso.
OperadorQuem trata os dados em nome do controlador.Consultoria de implantação e fornecedor de hospedagem.
EncarregadoCanal de comunicação entre controlador, titulares e ANPD.Designado pela organização; consultado sobre a carga de dados pessoais.

Entre os princípios do art. 6º, quatro incidem diretamente sobre a modelagem e a carga: finalidade, pois cada dado pessoal coletado deve ter propósito declarado; necessidade, que limita o tratamento ao mínimo necessário; qualidade dos dados, que exige exatidão, clareza e atualização; e responsabilização e prestação de contas, que exige demonstrar a adoção de medidas eficazes.

Consequência para o projeto

A planilha de clientes com CPF enviada por correio eletrônico para montagem da carga, e a cópia integral da base de produção no ambiente de testes, são tratamentos de dados pessoais sem controle adequado. O modelo relacional deve identificar os atributos pessoais, e a matriz de governança deve registrar sua finalidade e a forma de proteção nos ambientes não produtivos, como mascaramento ou anonimização.

12. Arquitetura corporativa

A arquitetura corporativa (AE) é a descrição estruturada de uma organização que relaciona sua estratégia, seus processos de negócio, suas informações, suas aplicações e sua infraestrutura tecnológica. Serve como modelo conceitual para análise, planejamento, projeto e implementação corporativos, conduzidos por meio de um programa extenso cujo propósito é executar a estratégia de forma consistente.

Para o profissional de Sistemas de Informação, a arquitetura corporativa é a ferramenta que conecta a governança corporativa e a governança de dados à realidade dos sistemas. Todos os sistemas corporativos e seus dados devem estar mapeados na arquitetura, com responsável, origem e dependências declarados. Sem esse mapa, a governança define políticas que ninguém consegue localizar nos sistemas, e a implantação de um novo sistema ocorre sem conhecimento do que ele substitui.

Modelo conceitual

Representa o estado atual e o estado futuro da organização em vistas relacionadas entre si, e explicita a lacuna que a mudança deve fechar.

Instrumento de governança

Declara, para cada sistema e para cada entidade de dados, quem responde, de onde o dado vem e quem o consome. É o inventário sobre o qual a auditoria e o conselho exercem supervisão.

Base da decisão de mudança

Permite avaliar o efeito de substituir, integrar ou desativar um sistema antes de fazê-lo: que processos, dados, integrações e usuários são afetados.

Estado atual, estado futuro e lacuna

A implantação de um sistema de gestão é um caso típico de transição arquitetural. O estado atual reúne sistemas legados, planilhas e integrações manuais. O estado futuro concentra processos e dados no sistema de gestão. A análise de lacunas relaciona cada elemento do estado atual ao seu destino: mantido, substituído, integrado ou desativado. Dados cujo destino não foi declarado tendem a ser carregados sem critério ou a permanecer em planilhas paralelas.

Retomada do caso

O legado de faturamento e as duas planilhas eram elementos do estado atual sem destino declarado. Uma análise de lacunas teria registrado que as três origens seriam desativadas após a carga e que o sistema de gestão passaria a ser a fonte autorizada do cliente, com a ata de crédito como origem do limite.

13. Domínios da arquitetura e artefatos

A arquitetura corporativa se organiza em quatro domínios, cada um com artefatos próprios. A relação entre os domínios permite rastrear uma decisão de negócio até o dado e a infraestrutura que a sustentam.

DomínioO que descreveArtefatos típicosPergunta que responde
NegócioEstratégia, capacidades, processos, papéis e estrutura organizacional.Mapa de capacidades, modelo de processo em BPMN, matriz papel × processo.Que processo concede o crédito e quem é seu dono?
DadosEntidades de informação, relacionamentos, fontes, fluxos e responsáveis.Modelo conceitual e lógico de dados, matriz entidade × sistema, matriz CRUD, catálogo.Qual sistema é a fonte autorizada do cliente?
AplicaçãoSistemas, módulos, funções e integrações entre eles.Mapa de aplicações, diagrama de interfaces, matriz aplicação × processo.Que módulos leem e alteram o cadastro de clientes?
TecnologiaInfraestrutura, plataformas, redes e ambientes.Diagrama de implantação, inventário de servidores e ambientes.Onde o dado é armazenado, copiado e protegido?

Matriz entidade × sistema

A matriz CRUD relaciona entidades de dados a sistemas ou processos, indicando quem cria (C), lê (R), atualiza (U) e exclui (D) cada entidade. É o artefato mais direto para identificar a fonte autorizada: a entidade deve ter um único criador autorizado.

EntidadeSistema de gestão · vendasSistema de gestão · financeiroPlanilha comercialPlanilha do financeiroLegado de faturamentoFonte autorizada
CLIENTE (estado atual)C R UC R UC R UIndefinida
CLIENTE (estado futuro)RC R UdesativadadesativadadesativadoSistema de gestão · financeiro
PEDIDO_VENDA (estado futuro)C R URdesativadadesativadoSistema de gestão · vendas
TITULO_RECEBER (estado futuro)RC R UdesativadoSistema de gestão · financeiro

A linha do estado atual expõe o problema do caso: as três origens criam e atualizam o cliente, e nenhuma é autorizada. Mais de uma letra C na mesma linha indica ausência de fonte autorizada única e admite a duplicidade. No estado futuro, a única letra C de cada entidade coincide com a fonte autorizada declarada.

14. TOGAF, Zachman e ArchiMate

Três referências dominam a prática de arquitetura corporativa e cumprem funções complementares: um método de desenvolvimento, uma taxonomia de artefatos e uma linguagem de notação.

TOGAF e o método de desenvolvimento da arquitetura

O TOGAF, padrão mantido pelo The Open Group, estrutura o trabalho de arquitetura no ADM (Architecture Development Method), ciclo iterativo de fases orientado continuamente pela gestão de requisitos.

FasePropósitoRelação com a implantação do sistema de gestão
PreliminarEstabelecer princípios, papéis e governança da própria arquitetura.Princípio de fonte única para dados mestres.
A — Visão da arquiteturaDefinir escopo, partes interessadas e valor pretendido.Caso de negócio e partes interessadas da Aula 6.
B — Arquitetura de negócioDescrever processos e capacidades atuais e futuros.Processos modelados nas sprints anteriores.
C — Sistemas de informaçãoDescrever a arquitetura de dados e de aplicações e suas lacunas.Modelo de dados, matriz entidade × sistema e mapa de módulos.
D — Arquitetura de tecnologiaDescrever plataforma, infraestrutura e ambientes.Ambientes de teste e produção e ferramenta de carga.
E — Oportunidades e soluçõesAgrupar as mudanças em pacotes de trabalho.Frentes de parametrização, integração e migração.
F — Planejamento da migraçãoSequenciar a transição do estado atual ao futuro.Plano de cutover e migração de dados da Sprint 4.
G — Governança da implementaçãoVerificar que a implementação respeita a arquitetura.Testes integrados e critérios de aceite da carga.
H — Gestão da mudança da arquiteturaTratar alterações na arquitetura vigente.Controle de mudanças da Aula 5, após a virada.

Zachman

O modelo de Zachman é uma taxonomia que classifica os artefatos de arquitetura em uma matriz. As colunas correspondem a seis perguntas: o quê (dados), como (função), onde (rede), quem (pessoas), quando (tempo) e por quê (motivação). As linhas correspondem às perspectivas de quem os utiliza, do planejador ao operador. O modelo não prescreve método; indica se há lacuna na descrição da organização.

ArchiMate

O ArchiMate, também mantido pelo The Open Group, é a linguagem de modelagem de arquitetura corporativa. Organiza os elementos em camadas de negócio, aplicação e tecnologia, e em aspectos de estrutura ativa (quem age), comportamento (o que é feito) e estrutura passiva (sobre o que se age). Objetos de dados pertencem à estrutura passiva da camada de aplicação, e sua relação com processos de negócio e com componentes de aplicação é o que a notação permite representar de forma padronizada.

Uso no projeto do parceiro

O grupo não precisa produzir a arquitetura completa da organização. A implantação corresponde às fases C, F e G do ADM, e o recorte exigido na atividade representa as quatro camadas apenas para o processo escolhido, com notação simplificada inspirada no ArchiMate.

15. Recorte da arquitetura do caso

A figura a seguir representa, em quatro camadas, o processo de venda a crédito do caso. Cada camada responde a uma pergunta de governança, e a linha de fonte autorizada, na camada de dados, é o elemento que faltou na preparação da carga.

NEGÓCIO APLICAÇÃO DADOS TECNOLOGIA Aprovar créditoDono: diretoria financeira Registrar pedidoDono: área comercial Faturar e expedirDono: operações Receber e conciliarDono: financeiro Sistema de gestão · Vendascotação, pedido, entrega Sistema de gestão · Financeirocrédito, títulos, conciliação Sistema de gestão · Estoqueitem, depósito, movimento CLIENTE PEDIDO_VENDA ITEM TITULO_RECEBER Fonte autorizada do CLIENTE: sistema de gestão, após a carga Origens da carga: planilha comercial · planilha financeira · legado de faturamento (a descontinuar) Servidor de banco de dados Ferramenta de carga de dados Ambientes de teste e produção
Recorte da arquitetura corporativa em quatro camadas. Cada atividade de negócio tem dono; cada módulo sustenta atividades; cada entidade tem fonte autorizada e origens de carga declaradas; cada ambiente guarda uma cópia do dado sob custódia.

A leitura vertical do recorte produz a rastreabilidade exigida pela governança. A atividade de aprovar crédito, cuja dona é a diretoria financeira, é sustentada pelo módulo financeiro, que cria e atualiza a entidade CLIENTE no atributo de limite; essa entidade reside no servidor de banco de dados e é copiada para o ambiente de testes. Qualquer divergência no limite pode ser atribuída a uma camada e a um responsável.

O recorte no SAP S/4HANA

No projeto do parceiro, a camada de aplicação corresponde aos módulos do SAP S/4HANA parametrizados pelo grupo, e a camada de dados, aos cadastros e documentos que esses módulos mantêm. O parceiro de negócios (business partner), por exemplo, é o dado mestre único que representa clientes e fornecedores e é lido por vendas, compras e finanças; a ferramenta de carga corresponde aos modelos do Migration Cockpit tratados na Aula 2.

16. Níveis de modelagem de dados

A arquitetura de dados detalha-se em três níveis de modelo, cada um destinado a um público e a um tipo de decisão. O modelo relacional ocupa o nível lógico e é o ponto em que as regras de governança passam a ser declaradas em forma que o banco de dados impõe.

ConceitualEntidades, atributos e relacionamentos na linguagem do negócio, validados com o dono do dado.
LógicoRelações, chaves e restrições, independentes do produto de banco de dados.
FísicoTabelas, tipos, índices e parâmetros de um sistema gerenciador específico.
NívelPergunta que respondeQuem validaDecisão de governança associada
ConceitualQue informações o negócio precisa manter e como se relacionam?Dono do dado e curador.Definição de cada entidade no glossário e seu responsável.
LógicoComo as informações se estruturam sem redundância e com integridade?Curador e arquiteto de dados.Chaves, unicidade, obrigatoriedade e domínio de cada atributo.
FísicoComo as informações são armazenadas com desempenho e proteção?Custodiante.Controle de acesso, mascaramento, cópia de segurança e retenção.

Em um sistema de gestão adquirido, como o SAP S/4HANA, o modelo físico é definido pelo fornecedor; o projeto não o redesenha e recorre apenas aos mecanismos de extensão previstos no produto. O grupo trabalha nos níveis conceitual e lógico para compreender os dados do parceiro, decidir a consolidação das origens e definir as regras de validação da carga, que então são aplicadas por parametrização, por campos obrigatórios e por verificação antes da importação.

17. Modelo entidade-relacionamento

O modelo entidade-relacionamento, proposto por Peter Chen em 1976, representa a informação por meio de três construções: entidades, atributos e relacionamentos. É a notação mais difundida para o nível conceitual e o objeto do autoestudo de Silberschatz indicado ao final.

ConstruçãoDefiniçãoExemplo no processo de venda a crédito
EntidadeObjeto do domínio distinguível dos demais, sobre o qual se mantém informação.Cliente, pedido de venda, item.
AtributoPropriedade descritiva da entidade, com domínio de valores.CNPJ, razão social, limite de crédito.
IdentificadorAtributo ou conjunto de atributos que distingue cada instância.Código do cliente; CNPJ como identificador alternativo.
RelacionamentoAssociação entre entidades.Cliente emite pedido de venda.
CardinalidadeNúmero máximo de instâncias associadas em cada lado: 1:1, 1:N ou N:N.Um cliente emite muitos pedidos; cada pedido pertence a um cliente.
ParticipaçãoObrigatoriedade da associação: total ou parcial.Todo pedido tem cliente (total); nem todo cliente tem pedido (parcial).
Entidade fracaEntidade cuja identificação depende de outra.Linha do pedido, identificada pelo pedido e pelo número da linha.
GRUPO_CLIENTE PK cod_grupo descricao prazo_padrao_dias CLIENTE PK cod_cliente UK cnpj razao_social limite_credito dt_revisao_credito FK cod_grupo PEDIDO_VENDA PK num_pedido FK cod_cliente dt_emissao status valor_total ITEM_PEDIDO PK,FK num_pedido PK num_linha FK cod_item quantidade preco_unitario ITEM PK cod_item descricao unidade · ncm 1 : N 1 : N 1 : N 1 : N Entidades verdes: dados mestres, com dono e fonte autorizada. Entidades escuras: dados transacionais, que referenciam os mestres.
Modelo do processo de venda a crédito. Um cliente pertence a um grupo e emite zero ou muitos pedidos; cada pedido tem ao menos uma linha; cada linha refere um item. O traço simples indica o lado 1, e o pé de galinha, o lado N.

O modelo conceitual é o artefato a validar com o dono do dado, porque expressa regras de negócio: se um pedido pode ter mais de um cliente, se um cliente pertence a um único grupo, se o limite de crédito é do cliente ou do grupo. Cada uma dessas decisões muda o modelo lógico e as regras de carga.

18. Modelo relacional

O modelo relacional, formulado por E. F. Codd em 1970, representa os dados como relações: conjuntos de tuplas com os mesmos atributos, cada atributo associado a um domínio. Em linguagem corrente, a relação é a tabela, a tupla é a linha e o atributo é a coluna. A fundamentação matemática do modelo permite declarar restrições e consultar os dados de forma independente de como estão armazenados.

Chaves

Tipo de chaveDefiniçãoExemploFunção de governança
SuperchaveConjunto de atributos que identifica univocamente cada tupla.(cod_cliente, razao_social)Conceito de base para as demais.
Chave candidataSuperchave mínima, sem atributo dispensável.cod_cliente; cnpjIdentifica todas as formas legítimas de distinguir a entidade.
Chave primáriaChave candidata escolhida como identificador principal.cod_clienteAssegura unicidade e não nulidade do identificador.
Chave alternativaChave candidata não escolhida como primária.cnpj, declarada como únicaImpede a duplicidade da entidade por identificador natural.
Chave estrangeiraAtributo que referencia a chave primária de outra relação.pedido_venda.cod_clienteImpede transação que refira entidade inexistente.

Mapeamento do modelo ER para o relacional

Construção do modelo ERCorrespondência relacionalRegra de mapeamento
Entidade forteRelaçãoCada atributo simples torna-se coluna; o identificador torna-se chave primária.
Identificador alternativoRestrição de unicidadeA chave candidata não escolhida recebe UNIQUE.
Relacionamento 1:NChave estrangeiraA chave primária do lado 1 é incluída na relação do lado N.
Relacionamento 1:1Chave estrangeira únicaA chave de um lado é incluída no outro, com restrição de unicidade.
Relacionamento N:NRelação associativaNova relação com as duas chaves estrangeiras, que compõem sua chave primária.
Entidade fracaRelação com chave compostaChave do proprietário somada ao discriminador parcial.
Atributo multivaloradoRelação separadaUma tupla por valor, com chave estrangeira para a entidade.
Participação totalChave estrangeira não nulaA coluna de referência recebe NOT NULL.

Esquema lógico resultante

Em notação textual, com chave primária sublinhada por convenção e aqui indicada por PK:

  • GRUPO_CLIENTE (cod_grupo PK, descricao, prazo_padrao_dias)
  • CLIENTE (cod_cliente PK, cnpj UK, razao_social, limite_credito, dt_revisao_credito, cod_grupo FK → GRUPO_CLIENTE)
  • ITEM (cod_item PK, descricao, unidade, ncm)
  • PEDIDO_VENDA (num_pedido PK, cod_cliente FK → CLIENTE, dt_emissao, status, valor_total)
  • ITEM_PEDIDO (num_pedido, num_linha PK, num_pedido FK → PEDIDO_VENDA, cod_item FK → ITEM, quantidade, preco_unitario)
Retomada do caso

A escolha do código interno como chave primária é prática corrente e legítima, porque o identificador natural pode mudar ou estar ausente na criação. A falha do legado consistiu em não declarar o CNPJ como chave alternativa. Sem essa restrição, o banco de dados aceitou três tuplas para a mesma pessoa jurídica.

19. Restrições de integridade como regras de governança

Restrições de integridade são condições declaradas no esquema que todo estado do banco de dados deve satisfazer. Toda operação que as violaria é rejeitada. Cada restrição transforma uma regra de qualidade em controle preventivo, executado na entrada do dado e não na auditoria posterior.

CREATE TABLE grupo_cliente (
  cod_grupo          VARCHAR(10)   PRIMARY KEY,
  descricao          VARCHAR(60)   NOT NULL,
  prazo_padrao_dias  INTEGER       NOT NULL CHECK (prazo_padrao_dias BETWEEN 0 AND 180)
);

CREATE TABLE cliente (
  cod_cliente        VARCHAR(15)   PRIMARY KEY,
  cnpj               CHAR(14)      NOT NULL UNIQUE,
  razao_social       VARCHAR(100)  NOT NULL,
  limite_credito     NUMERIC(15,2) NOT NULL CHECK (limite_credito >= 0),
  dt_revisao_credito DATE          NOT NULL,
  cod_grupo          VARCHAR(10)   NOT NULL REFERENCES grupo_cliente (cod_grupo)
);

CREATE TABLE item (
  cod_item           VARCHAR(20)   PRIMARY KEY,
  descricao          VARCHAR(100)  NOT NULL,
  unidade            VARCHAR(6)    NOT NULL,
  ncm                CHAR(8)       NOT NULL
);

CREATE TABLE pedido_venda (
  num_pedido         INTEGER       PRIMARY KEY,
  cod_cliente        VARCHAR(15)   NOT NULL REFERENCES cliente (cod_cliente),
  dt_emissao         DATE          NOT NULL,
  status             VARCHAR(12)   NOT NULL
                     CHECK (status IN ('ABERTO', 'APROVADO', 'FATURADO', 'CANCELADO')),
  valor_total        NUMERIC(15,2) NOT NULL CHECK (valor_total >= 0)
);

CREATE TABLE item_pedido (
  num_pedido         INTEGER       NOT NULL REFERENCES pedido_venda (num_pedido),
  num_linha          SMALLINT      NOT NULL,
  cod_item           VARCHAR(20)   NOT NULL REFERENCES item (cod_item),
  quantidade         NUMERIC(12,3) NOT NULL CHECK (quantidade > 0),
  preco_unitario     NUMERIC(15,2) NOT NULL CHECK (preco_unitario >= 0),
  PRIMARY KEY (num_pedido, num_linha)
);
RestriçãoCategoriaRegra de governança que impõeDimensão de qualidade
PRIMARY KEYIntegridade de entidadeToda tupla tem identificador único e não nulo.Unicidade
UNIQUE (cnpj)Chave alternativaUma pessoa jurídica corresponde a um único cadastro de cliente.Unicidade
NOT NULLObrigatoriedadeNão existe cliente sem limite de crédito nem sem data de revisão.Completude
CHECKIntegridade de domínioLimite, quantidade e preço respeitam faixa; o status pertence à lista controlada.Validade
REFERENCESIntegridade referencialNão há pedido de cliente inexistente nem linha de item inexistente.Integridade referencial (distinta da consistência entre bases)

O que o esquema não impõe

As restrições do esquema verificam a forma do dado. Nenhuma restrição verifica se o limite de R$ 50 mil corresponde à ata do comitê de crédito, nem se a data de revisão reflete uma revisão efetivamente realizada. Exatidão, consistência entre bases e atualidade dependem do dono do dado, que aprova o valor, e do curador, que acompanha a data de revisão e compara as fontes. Da mesma forma, os dígitos verificadores do CNPJ exigem rotina de validação: no formato alfanumérico, cada uma das doze primeiras posições é convertida no código ASCII do caractere subtraído de 48 antes do cálculo por módulo 11, operação que a restrição CHECK simples não executa na maior parte dos sistemas gerenciadores.

A consulta a seguir, executada sobre a planilha consolidada antes da carga, detecta a violação que o esquema teria impedido:

SELECT cnpj, COUNT(*) AS cadastros, MIN(limite_credito) AS menor, MAX(limite_credito) AS maior
FROM   carga_cliente
GROUP  BY cnpj
HAVING COUNT(*) > 1;

20. Normalização

Normalização é o processo de decompor relações para eliminar redundância e as anomalias que dela decorrem. Uma relação não normalizada registra o mesmo fato em várias tuplas; quando uma delas é atualizada e as demais não, o banco de dados passa a conter versões concorrentes do mesmo fato.

Anomalias

Inserção

Não se consegue registrar um cliente novo sem que ele tenha um pedido, porque os dados do cliente só existem nas linhas de pedido.

Atualização

A alteração do limite de crédito exige atualizar todas as linhas em que ele se repete; a atualização parcial produz divergência.

Exclusão

A exclusão do único pedido de um cliente apaga também a informação cadastral do cliente.

Planilha consolidada da carga

A planilha montada pela equipe do caso reunia as linhas das três origens, uma por item de pedido histórico, com as colunas num_pedido, num_linha, cnpj, razao_social, telefones, cod_grupo, prazo_padrao_dias, limite_credito, cod_item, descricao_item e quantidade. As formas normais indicam como decompô-la.

Forma normalExigênciaViolação na planilhaDecomposição
1FNTodo atributo é atômico; não há grupo repetitivo nem atributo multivalorado.telefones contém "11 3333-0000; 11 9999-0000".Relação TELEFONE_CLIENTE (cod_cliente, telefone), uma tupla por número.
2FNEstá em 1FN e todo atributo não chave depende da chave primária inteira, e não de parte dela.Com chave (num_pedido, num_linha), cnpj, razao_social, limite_credito e cod_grupo dependem só de num_pedido.Relação PEDIDO_VENDA com os atributos que dependem de num_pedido; em ITEM_PEDIDO restam cod_item, descricao_item e quantidade.
3FNEstá em 2FN e não há dependência transitiva de atributo não chave em relação à chave.Em PEDIDO_VENDA, cnpj → razao_social, limite_credito, cod_grupo; em seguida, cod_grupo → prazo_padrao_dias. Em ITEM_PEDIDO, cod_item → descricao_item.Relações CLIENTE, GRUPO_CLIENTE (cod_grupo, prazo_padrao_dias) e ITEM (cod_item, descricao).

A forma normal de Boyce-Codd (FNBC) reforça a 3FN ao exigir que todo determinante seja chave candidata. Para os modelos da atividade, a 3FN é o nível exigido.

Desnormalização consciente

Relatórios analíticos e bases de consulta podem repetir dados para ganho de desempenho. A desnormalização é aceitável quando a relação desnormalizada é derivada da fonte normalizada e nunca atualizada diretamente. A planilha do caso invertia essa ordem: era desnormalizada e servia de fonte.

Retomada do caso

Cada origem trazia o limite de crédito registrado na respectiva fonte — R$ 50 mil, R$ 120 mil e R$ 200 mil —, repetido em todas as linhas de pedido do cliente. A decomposição em 3FN admite uma única tupla de CLIENTE por CNPJ e, com isso, impede que os três valores coexistam no sistema novo. A escolha do valor que ocupa essa tupla não decorre da normalização: cabe à regra de sobrevivência aprovada pelo dono do dado, descrita na seção 8.

21. Perguntas de negócio e decisão baseada em dados

Um modelo de dados é adequado quando responde às perguntas que o negócio precisa fazer. O autoestudo do Google sobre perguntas para tomada de decisão baseada em dados propõe formulá-las segundo o critério SMART: específicas, mensuráveis, orientadas à ação, relevantes e delimitadas no tempo.

Pergunta vagaPergunta SMARTDecisão que sustenta
Os clientes estão pagando?Quais clientes do grupo varejo tiveram títulos vencidos há mais de 30 dias no último trimestre?Revisão de limite de crédito dos clientes do grupo.
O crédito está sob controle?Quais clientes tiveram pedidos aprovados cujo total em aberto excedeu o limite de crédito no último mês?Bloqueio de novos pedidos e escalonamento à diretoria financeira.
O cadastro está bom?Qual o percentual de clientes ativos com data de revisão de crédito anterior a doze meses?Priorização da agenda de revisão pelo curador.

A segunda pergunta é respondida pelo modelo da seção 18 com a consulta a seguir. A possibilidade de escrevê-la verifica que as relações, as chaves e os atributos necessários existem.

SELECT c.cod_cliente, c.razao_social, c.limite_credito,
       SUM(p.valor_total) AS total_em_aberto
FROM   cliente c
JOIN   pedido_venda p ON p.cod_cliente = c.cod_cliente
WHERE  p.status = 'APROVADO'
  AND  p.dt_emissao >= CURRENT_DATE - INTERVAL '30' DAY
GROUP  BY c.cod_cliente, c.razao_social, c.limite_credito
HAVING SUM(p.valor_total) > c.limite_credito;

Com três cadastros para o mesmo CNPJ, a consulta distribuiria os pedidos entre três códigos, compararia cada parcela a um limite distinto e poderia não apontar exposição alguma. A qualidade do dado condiciona a validade da decisão tomada a partir dele.

22. Da modelagem à carga de dados do cutover

A Sprint 4 exige a estratégia de cutover e os testes integrados. A migração dos dados mestres é uma das atividades de maior risco da virada, e os artefatos deste encontro fornecem os critérios que a tornam verificável.

Etapa da cargaArtefato do encontro que a sustentaCritério de aceite
Inventário das origensRecorte da arquitetura e matriz entidade × sistemaToda entidade tem origens listadas e fonte autorizada declarada.
Consolidação e limpezaRegras de sobrevivência por atributoDivergências tratadas segundo regra aprovada pelo dono do dado.
Transformação para o modelo de importaçãoModelo relacional normalizadoNenhuma violação de chave, unicidade, obrigatoriedade ou domínio.
Carga em ambiente de testesMatriz de governança e tratamento de dados pessoaisDados pessoais mascarados; contagem de registros conciliada com a origem.
ValidaçãoRegras de qualidade mensuráveisIndicadores dentro do limiar; amostra conferida pelo curador.
Aprovação da carga em produçãoMatriz de responsabilidadesAceite registrado pelo dono do dado antes da virada.
Teste integradoPerguntas de negócioO processo de ponta a ponta produz a resposta esperada com os dados carregados.

A conciliação de contagens constitui o controle mínimo de qualquer carga: o número de registros válidos na origem consolidada, o número importado e o número rejeitado devem fechar, e cada rejeição deve ter motivo registrado. Carga sem conciliação não admite demonstração de completude.

23. Atividade do encontro

Atividade em grupo de projeto, com quarenta e dois minutos de duração. Cada grupo escolhe um processo do parceiro já modelado nas sprints anteriores e produz três artefatos encadeados sobre os dados desse processo, submetidos a verificação cruzada por outro grupo.

Etapas

TempoEtapaProduto
5 minEscolha do processo e formulação das perguntasProcesso delimitado, com início e fim, e duas perguntas de negócio no formato SMART que o modelo deverá responder.
12 minRecorte da arquitetura corporativaDiagrama em quatro camadas com dono por atividade, módulos, entidades, fonte autorizada e origens da carga.
15 minModelo relacional e matriz de governançaEsquema lógico de quatro a seis relações em 3FN, com restrições, e matriz de governança por relação.
10 minVerificação cruzadaParecer do grupo verificador sobre os três artefatos, com os dois testes aplicados.

Gabarito do artefato 1 — recorte da arquitetura

NegócioAtividades do processo em sequência, cada uma com dono nomeado por cargo.
AplicaçãoMódulos do SAP S/4HANA que sustentam cada atividade.
DadosEntidades envolvidas, com dado mestre e dado transacional distinguidos.
Fonte autorizadaPara cada dado mestre, o sistema cujo valor prevalece após a virada.
Origens da cargaPlanilhas e sistemas de onde cada dado mestre será extraído, com destino declarado.
TecnologiaAmbientes em que o dado reside ou é copiado.

Gabarito do artefato 2 — modelo relacional

RelaçõesQuatro a seis relações, ao menos duas de dado mestre e uma de dado transacional.
ChavesChave primária de cada relação, chaves estrangeiras e chaves alternativas declaradas.
ObrigatoriedadeNOT NULL em todo atributo exigido pelo processo.
DomínioCHECK ou lista controlada nos atributos com faixa ou valores admitidos.
NormalizaçãoJustificativa breve de que não há violação de 1FN, 2FN e 3FN.
Dados pessoaisAtributos que identificam pessoa natural assinalados.

Gabarito do artefato 3 — matriz de governança

RelaçãoDonoCuradorCustodianteRegra de qualidade (dimensão e limiar)Dado pessoal e finalidadeCritério de aceite da carga
CLIENTEDiretoria financeiraAnalista de créditoEquipe de sistemasUnicidade: zero CNPJ repetidoE-mail do contato; cobrançaRelatório de duplicidade vazio e contagem conciliada
ITEMGerência de suprimentosAnalista de cadastroEquipe de sistemasCompletude: 100% com NCMNão se aplicaAmostra de 30 itens conferida pelo curador

Verificação cruzada

Os grupos trocam os três artefatos. O grupo verificador aplica dois testes e registra o resultado em parecer breve.

  1. Teste das perguntas: o verificador esboça, sobre o modelo recebido, a consulta que responde a cada uma das duas perguntas de negócio. Se faltar relação, atributo ou chave, o teste reprova e o elemento ausente é apontado.
  2. Teste do registro inválido: o verificador tenta inserir, no modelo recebido, o equivalente ao registro duplicado do caso e uma transação que refira dado mestre inexistente. Se nenhuma restrição rejeitar a inserção, o teste reprova e a restrição ausente é apontada.

Critérios de avaliação

CritérioPontosO que se espera
Recorte da arquitetura2As quatro camadas estão relacionadas, e todo dado mestre tem uma única fonte autorizada.
Modelo relacional3Chaves corretas, cardinalidades coerentes com o processo e ausência de violação da 3FN.
Restrições de integridade2O modelo rejeita o registro duplicado e a referência a dado inexistente.
Matriz de governança2Responsáveis nomeados por cargo, regra com dimensão e limiar e critério de aceite verificável.
Perguntas de negócio1Perguntas SMART respondidas pelo modelo, conforme o teste do verificador.
  • O processo escolhido é do parceiro e foi modelado em sprint anterior.
  • Cada dado mestre do recorte tem exatamente uma fonte autorizada.
  • Cada relação tem chave primária, e toda chave candidata natural tem restrição de unicidade.
  • Cada regra de qualidade da matriz é imposta por restrição ou atribuída a um responsável.
  • O parecer do grupo verificador registra o resultado dos dois testes.
  • A matriz de governança foi anexada ao plano de cutover como critério de aceite da carga.

24. Falhas recorrentes

Política sem controle

A política de crédito é aprovada pelo conselho, mas não há procedimento de aprovação nem trilha no sistema. O princípio existe no documento e não admite verificação na operação.

Dono do dado na tecnologia

A equipe de sistemas é tratada como responsável pelo conteúdo do cadastro. O custodiante guarda o dado, mas não tem legitimidade para decidir o limite de crédito de um cliente.

Arquitetura sem dados

O mapa de aplicações é produzido sem a camada de dados. Sabe-se que sistemas existem, mas não qual deles é a fonte autorizada de cada entidade.

Carga a partir de planilha desnormalizada

A planilha consolidada é importada como está, com fatos repetidos em várias linhas. As divergências entre repetições tornam-se versões concorrentes no sistema novo.

Chave natural sem unicidade

O código interno é chave primária e o identificador natural não recebe restrição de unicidade. O banco aceita a mesma entidade várias vezes com códigos diferentes.

Regra de qualidade sem limiar

A matriz declara que o cadastro deve estar completo e correto. Sem dimensão, limiar e meio de verificação, a regra não pode ser aprovada nem reprovada na carga.

25. Autoestudos

Os quatro materiais a seguir compõem o autoestudo do encontro. O primeiro sustenta o bloco de governança; os três seguintes sustentam a modelagem relacional e as perguntas de negócio exigidas na atividade.

E-book · Minha Biblioteca

Conceito de Governança Corporativa

PRADO, Roberta N. Governança Corporativa. v. III. São Paulo: Saraiva, 2023.

O que extrair: a origem do conceito na separação entre propriedade e controle e os princípios que orientam a prestação de contas, base das seções 2 a 5.

E-book · Minha Biblioteca

Modelo entidade-relacionamento

SILBERSCHATZ, Abraham. Sistema de Banco de Dados. Rio de Janeiro: GEN, 2020. Capítulo sobre projeto com o modelo E-R.

O que extrair: entidades, atributos, cardinalidade, participação, entidade fraca e redução do diagrama E-R a esquemas relacionais, base das seções 17 e 18.

Artigo e exercício · Miro

Modelagem de Dados

Referência sobre diagrama entidade-relacionamento, acompanhada do exercício de modelar a estrutura de dados de um sistema de gestão simplificado.

O que extrair: o exercício resolvido na perspectiva relacional, com chaves primárias, estrangeiras e alternativas declaradas e o modelo levado à 3FN, conforme as seções 18 a 20.

Curso · Google · Coursera

Fazer perguntas para tomar decisões com base em dados

Curso sobre formulação de perguntas eficazes e uso de dados na tomada de decisão, ao longo da semana.

O que extrair: o critério SMART de formulação de perguntas e a relação entre pergunta, dado necessário e decisão, aplicados na seção 21 e na primeira etapa da atividade.

Uso na atividade

O exercício de modelagem do autoestudo da Miro corresponde, em escala reduzida, ao segundo artefato. O grupo que chega ao encontro com esse exercício resolvido na forma relacional dedica integralmente os quinze minutos da etapa ao processo do parceiro.

26. Referências

  • Autoestudo — PRADO, R. N. Governança Corporativa. v. III. São Paulo: Saraiva, 2023.
  • Autoestudo — SILBERSCHATZ, A.; KORTH, H. F.; SUDARSHAN, S. Sistema de Banco de Dados. Rio de Janeiro: GEN, 2020.
  • Autoestudo — Miro. O que é diagrama entidade-relacionamento.
  • Autoestudo — Google. Fazer perguntas para tomar decisões com base em dados. Coursera.
  • IBGC — Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa. 6. ed. São Paulo: IBGC, 2023.
  • JENSEN, M. C.; MECKLING, W. H. Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 1976.
  • COSO — Internal Control: Integrated Framework, 2013.
  • IIA — Modelo das Três Linhas do IIA, 2020.
  • ISO/IEC 38500 — governança corporativa de tecnologia da informação.
  • ISACA — COBIT 2019 Framework: introdução, metodologia e objetivos de governança e gestão.
  • DAMA International — DAMA-DMBOK: Guia do Conhecimento para Gerenciamento de Dados. 2. ed.
  • The Open Group — TOGAF Standard e ArchiMate Specification.
  • ZACHMAN, J. A. A framework for information systems architecture. IBM Systems Journal, 1987.
  • CHEN, P. P. The entity-relationship model: toward a unified view of data. ACM Transactions on Database Systems, 1976.
  • CODD, E. F. A relational model of data for large shared data banks. Communications of the ACM, 1970.
  • ELMASRI, R.; NAVATHE, S. B. Sistemas de Banco de Dados. São Paulo: Pearson.
  • BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.