Módulo 7 · Sistemas de Informação · Semana 5 · Aula 4

Plano de ensino · Testes e cutover

Técnicas e níveis de teste, maturidade do processo, verificação em software de prateleira e planejamento da virada para a operação, com uma tarefa executada por grupo no ambiente do parceiro e pitch ao comitê de aprovação.

Sobre este encontro

Testes e cutover no contexto de sistemas empresariais · 02/09/2026 · Prof. Afonso

Objetivo de aprendizagem

Ao final do encontro, o estudante deve ser capaz de selecionar a técnica de teste adequada ao objeto verificado, derivar casos a partir de uma regra parametrizada no ERP, avaliar a maturidade do processo de teste do próprio projeto e elaborar o plano de cutover correspondente, sustentando a recomendação de entrada em operação com evidência de execução.

Estratégia do encontro

Exposição dialogada em quatro blocos — técnicas de caixa-preta, caixa-branca e caixa-cinza; níveis e tipos de teste; maturidade do processo; verificação em software de prateleira e plano de cutover — seguida de atividade em sala invertida: cada grupo recebe um recorte técnico, ensina-o à turma e o aplica ao sistema do parceiro, encerrando com pitch de cinco minutos perante a turma no papel de comitê de aprovação.

Estrutura do encontro

  1. Daily: estado dos artefatos, atividade prevista e impedimentos — 15 min
  2. Abertura: da parametrização à verificação; erro, defeito e falha; verificação e validação — 5 min
  3. Técnicas e níveis: caixa-preta, caixa-branca, caixa-cinza; níveis e tipos de teste — 20 min
  4. Maturidade: os cinco níveis do TMMi e os quatro indicadores observáveis no projeto — 6 min
  5. Software de prateleira: divisão de responsabilidade e ciclos de teste em implantação SAP — 8 min
  6. Cutover: plano, ensaio, estratégias de virada, critérios de decisão e operação assistida — 6 min
  7. Sala invertida: estudo dirigido, produção com evidência e pitch com arguição — 55 min
  8. Fechamento: síntese das seis proposições e encaminhamento para a Aula 5 — 5 min

1. Identificação

ComponenteRegistro
MóduloMódulo 7 — Sistemas de Gestão e Governança Empresarial
CursoSistemas de Informação
EncontroAula 4 — Testes e cutover no contexto de sistemas empresariais
Data e duração02/09/2026 · 120 minutos
DocenteAfonso Brandão
NaturezaExposição dialogada seguida de execução no ambiente do parceiro, com pitch ao comitê de aprovação
Artefatos do móduloImplantação da Solução; Documentação da Solução; plano de testes e plano de cutover do projeto

2. Objetivo de aprendizagem

Ao final do encontro, o estudante deve ser capaz de selecionar a técnica de teste adequada ao objeto verificado, derivar casos a partir de uma regra parametrizada no ERP, avaliar a maturidade do processo de teste do próprio projeto e elaborar o plano de cutover correspondente, sustentando a recomendação de entrada em operação com evidência de execução.

Resultados observáveis

  • Distinguir erro, defeito e falha, e situar verificação e validação no ciclo do projeto.
  • Derivar casos por partição de equivalência, valor-limite, tabela de decisão e transição de estados.
  • Explicar os critérios de cobertura de caixa-branca e o alcance de cada um.
  • Identificar quando a abordagem de caixa-cinza é aplicável em teste de integração.
  • Distinguir nível e tipo de teste, e compor o conjunto adequado à implantação.
  • Posicionar o projeto na escala de maturidade a partir de quatro indicadores observáveis.
  • Relacionar a divisão de responsabilidade entre fornecedor e cliente em software de prateleira.
  • Descrever os ciclos de teste de uma implantação SAP e seus critérios de saída.
  • Elaborar plano de cutover com sequência, janela, critérios de decisão e plano de retorno.

3. Produtos do encontro

Regra comprovada no ambiente

A regra de maior risco executada nos cenários nominal, de fronteira e de exceção, com a parametrização corrigida quando o comportamento divergiu.

Base conciliada

Carga reprocessada e comparada à origem em contagem e totais, com o registro rejeitado tratado e as pendências atribuídas.

Ensaio cronometrado da virada

Sequência da virada executada com os dados atuais, com o tempo real de cada passo, as regras reexecutadas e o ponto de não retorno da janela.

Registro transversal

Os três resultados atualizam os artefatos do projeto: as evidências vinculam-se à ficha de parametrização, as pendências recebem responsável e prazo, e os tempos do ensaio alimentam o plano de cutover.

4. Preparação

Responsabilidade dos grupos

  • Ler as seções 3 a 13 do material antes do encontro.
  • Levar o catálogo de regras com identificadores e a ficha de parametrização de 26/08.
  • Levar a base tratada na Aula 2 e o contrato da interface, no caso da tarefa 2.
  • Confirmar acesso ao ambiente e aos perfis necessários, inclusive o perfil restrito.
  • Definir quem expõe, quem opera o sistema e quem registra a evidência.

Responsabilidade do docente

  • Atribuir previamente uma das três tarefas a cada grupo, conforme o módulo que cada um implanta.
  • Projetar o cronograma da atividade e controlar o tempo de cada pitch.
  • Conferir com antecedência que o ambiente, os perfis e a base de carga estão disponíveis.
  • Conduzir a arguição, garantindo uma pergunta por grupo ao grupo anterior.
  • Registrar a decisão do comitê simulado ao final de cada apresentação.

5. Cronograma

TempoBlocoConteúdo
15 minDailyEstado dos artefatos, atividade prevista e impedimentos de cada grupo.
5 minAberturaDa parametrização à verificação; erro, defeito e falha; verificação e validação.
20 minTécnicas e níveisCaixa-preta, caixa-branca e caixa-cinza; níveis e tipos de teste.
6 minMaturidadeOs cinco níveis do TMMi e os quatro indicadores observáveis no projeto.
8 minSoftware de prateleiraDivisão de responsabilidade e ciclos de teste em implantação SAP.
6 minCutoverPlano, ensaio, estratégias de virada, critérios de decisão e operação assistida.
55 minTarefa por grupoPreparação do ambiente (10), execução da tarefa (25) e pitch de cinco minutos com demonstração ao vivo e arguição (20).
5 minFechamentoSíntese das seis proposições e encaminhamento para a Aula 5.

6. Roteiro de condução

Exposição

A exposição parte da regra parametrizada na Aula 3 e a converte em caso de teste diante da turma, para que a derivação seja observada antes de ser exigida. As três abordagens são apresentadas pela pergunta que cada uma responde, e não pela definição isolada: o que o usuário observa, qual caminho o código percorre e o que foi gravado no destino da integração.

Sala invertida

As três tarefas são atribuídas antes do encontro, de modo que os dez minutos iniciais sejam usados para abrir o ambiente e selecionar os dados. Durante a execução, o docente circula pelos grupos verificando dois pontos: o comportamento esperado da regra é enunciado antes de cada execução e a evidência capturada identifica o cenário executado.

Pitch

Cada grupo dispõe de cinco minutos. A turma atua como comitê de aprovação e decide, ao final de cada apresentação, se autorizaria a entrada em operação. A decisão é registrada com a justificativa técnica, o que exige da turma a análise de cada apresentação.

7. Metodologia

O encontro combina exposição dialogada e sala invertida. A leitura prévia do material transfere a apresentação conceitual para fora da aula e reserva o tempo presencial para a aplicação, a demonstração e a arguição entre pares.

A escolha se justifica pelo objeto: técnicas de teste se aprendem pela derivação de casos sobre uma regra concreta, e a decisão de cutover se aprende pela defesa da recomendação diante de questionamento. Ambas as competências exigem produção em sala, com o docente disponível para intervir no momento do erro.

8. Verificação da aprendizagem

MomentoO que o docente verifica
PreparaçãoAmbiente aberto com o perfil correto e objeto da tarefa localizado no catálogo do grupo.
ExecuçãoCenários de fronteira e de exceção efetivamente executados, com evidência que identifica cada um.
PitchDemonstração ao vivo do cenário de fronteira, divergência exposta e efeito sobre a janela de virada indicado.
ArguiçãoA pergunta do grupo seguinte dirigida à evidência, e a resposta sustentada no que foi executado.

A verificação é formativa, sem atribuição de pontos, e orienta a entrega do artefato de implantação do módulo. O registro produzido no encontro integra a documentação da solução.

9. Recursos

  • Ambiente do ERP com perfis de acesso ativos para os grupos.
  • Material de leitura da aula, distribuído com antecedência.
  • Base de carga da Aula 2 disponível no ambiente para reprocessamento.
  • Cronômetro para o ensaio da virada e para o controle dos pitches.
  • Projetor com o ambiente do ERP acessível para a demonstração ao vivo.

10. Riscos e contingências

RiscoContingência
Grupo sem leitura prévia do materialPrimeira execução conduzida pelo docente no ambiente, com o número de cenários reduzido a dois.
Ambiente do ERP indisponívelExecução sobre capturas da Aula 3, com o caso de teste derivado e o resultado esperado declarado.
Regra parametrizada insuficiente para exercitar fronteirasUso da regra de alçada apresentada na exposição como objeto comum a todos os grupos.
Atraso na sequência de pitchesRedução para três minutos por grupo, preservando a arguição obrigatória.

11. Fechamento

O encontro se encerra com as seis proposições de síntese e com o encaminhamento para a Aula 5, que trata da gestão de mudanças: como a alteração em ambiente produtivo é requisitada, avaliada, autorizada e revisada, e como a organização se prepara para operar o que foi implantado.

12. Referências

  • ISO/IEC/IEEE 29119 — Software testing, partes 1 a 4.
  • ISTQB — Certified Tester Foundation Level Syllabus.
  • TMMi Foundation — Test Maturity Model integration.
  • ISO/IEC 25010 — Modelo de qualidade de produto de software.
  • SAP Activate — fase de realização e preparação para a entrada em operação.
  • ITIL 4 — práticas de habilitação de mudança e de gestão de liberação.